Em corrida conturbada, Gabriel Antunes vence o GP de Mônaco

Imagem: Haas

Finalmente chegou a última etapa do campeonato. Surpresas, acidentes e belas ultrapassagens marcaram a temporada da Liga da Velocidade Categoria Pro. Para coroar o bom trabalho feito pelos pilotos durante os último meses, tinha o GP de Mônaco. O circuito mais famoso, tradicional e charmoso de toda Fórmula 1. A promessa era de uma corrida de qualidade, técnica e cerebral, assim como o circuito propõe. Porém, se viu a etapa mais maluca de toda a história da Liga da Velocidade. Chuva, acidentes, problemas técnicos e com vencedor inusitado. O piloto da Haas, Gabriel Antunes acabou levando a melhor nesse show de confusões e conquistou o último troféu do ano. Porém, a vitoria não atrapalhou a comemoração de Roney Porini (Toro Rosso), que tinha conquistado o título com uma etapa de antecedência. 

Qualificação


As provas de qualificação para os GPs dessa temporada foram puramente burocráticas. Sempre os quatro pilotos mais rápidos do grid se revesavam nas primeiras posições. Dessa vez não foi diferente, mas a escolha do pole veio com uma dose de emoção. Após uma qualificação conturbada, Roney Porini conseguiu mais uma vez o melhor tempo (1:09,333) e assegurou a primeira posição, seguido por Kléber Martins (1:09,842). 

Porém, após o fim da qualificação, houve um problema técnico que impossibilitou que a corrida começasse. A direção do campeonato se reuniu com os pilotos e decidiu que haveria uma outra prova de qualificação, mas dessa vez os pilotos teriam apenas uma oportunidade para fazer a melhor volta. Na nova pole, Porini novamente marcou o melhor tempo (1:09,847), seguido mais uma vez por Kléber (1:10,477). Completaram a segunda fila Leoanardo Portes (1:10,516) e Rafael Antunes (1:11,048).

Corrida

Após os problemas durante a qualificação, os pilotos ficaram apreensivos sobre o que esperar em relação ao GP de Mônaco. Pra aumentar ainda mais a desconfiança, a corrida seria realizada debaixo de chuva. 

Logo nas primeiras voltas, tudo correu como se esperava. Porini se defendeu dos ataques na largada e garantiu a primeira posição. Alexandre, campeão da Categoria Iniciantes que estava fazendo uma corrida experimental na Categoria Pro, também largou bem e logo assumiu a segunda posição. Kléber e Portes perderam espaço, mas também estavam na briga pelas primeiras posições. 

Tudo começou a mudar durante a primeira parada para os boxes. Porini, Alexandre, Kleber, e Portes foram juntos para a troca de pneus. Durante a saída, Alexandre, que liderava a fila, parou inexplicavelmente na frente dos boxes. O piloto ficou se se mover por duas voltas, fazendo com que todo o pelotão que estava com ele fosse para o fim do grid. O piloto alega que houve um problema técnico e que por isso não conseguiua sair dos boxes. Após a volta para a pista, muitos pilotos desistiram da prova ou foram desqualificados. 

Após a saída de metade do grid, a corrida ganhou nova configuração. Os pilotos que estavam nas últimas posições agora poderiam sonhar com uma vitória no final da temporada. Quem assumiu a liderança foi Vinícius, piloto que entrou graças as mudanças na qualificação. 

O corredor da McLaren ficou na ponta do grid até as últimas voltas, mas o carro apresentava muitos problemas. O piloto gaúcho foi perdendo rendimento e, na antipenúltima volta, foi ultrapassado por Gabriel Antunes. Vinicius ainda foi ultrapassado por Sirotheau antes da bandeirada final.

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